Medicamentos para emagrecimento proibidos pela ANVISA (Anfepramona, Femproporex, Mazindol)

Uma grande parte da população brasileira está acima do peso ideal. Inúmeros são os fatores que levam ao sobrepeso, como sedentarismo, pré-disposição e má alimentação, entre outros. E mesmo sabendo não ser a melhor maneira de emagrecer, muitas pessoas apelam para os medicamentos que ajudam a eliminar esses quilinhos extras.

Só que essa situação ficou um pouco mais difícil a partir de outubro de 2011, onde a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária proibiu a comercialização de remédios para emagrecer à base de anfetaminas e mantém um controle mais rigoroso sob os derivados da sibutramina.

Esta proibição pode ser explicada de uma maneira bastante simples: os benefícios dos remédios não superam os riscos. Uma das primeiras preocupações foi o número extremamente alto de venda desse tipo de medicamento. Por ano eram vendidas toneladas deles, que podem provocar problemas de saúde e dependência. Vamos tratar de cada um separadamente para entender melhor o perigo que eles representam:

Anfepramona: é vendida com os nomes de Dualid S, Hipofagin S e Inibex S (este, mais conhecido).  Seus efeitos colaterais são divididos em imediatos e tardios – na ingestão e a longo prazo. Como estimula o sistema nervoso central, a cada vez que é ingerida pode causar insônia, irritabilidade, ansiedade e inquietação. Ainda, como efeitos colaterais podem aparecer: hipertensão pulmonar, derrame, taquicardia, arritimia, irregularidade menstrual, ginecomastia, alterações na libido, leucopenia, impotência sexual, visão turva, tremores, dor de cabeça, convulsão, depressão, alopecia, equimose, manchas na pele, sudorese e palpitações. E além destes sintomas, seu uso contínuo pode levar à dependência, que pode gerar apatia, humor deprimido, sonolência e aumento de apetite quando de sua abstinência.

Femproporex: um dos medicamentos mais utilizados no Brasil como supressor de apetite. Trata-se de uma anfetamina muito pesada e com alto poder de dependência. Contra-indicado para pessoas com problemas cardíacos, seu uso deveria se dar sob constante supervisão médica, devido a alguns de seus efeitos colaterais severos: alucinações, delírios e doenças psicóticas, que poderiam levar a pessoa a um comportamento suicida ou violento. Além destes sintomas, outros efeitos colaterais são: depressão, nervosismo, insônia, tremores, náuseas, complicações cardiovasculares, fadiga, boca seca, ansiedade e agitação.

Mazindol: comercializado como Absten S, Dasten, Fagolipo e Moderine, não é uma substância anfetamínica, mas, sim, anorexígena, que inibe o apetite. Além da dependência, seus efeitos colaterais também exigiam supervisão médica. Em diabéticos, reduz o nível de açúcar no sangue. E como efeitos colaterais podem ser citados: boca seca, depressão, constipação, pânico, agitação psicomotora, sensação de desconforto, taquicardia, nervosismo, alteração do sono, psicose, alucinação, dor de cabeça, taquicardia, hipertensão, entre outros.

Sibutramina: seu uso continuou liberado (venda sob receita especial), pois foi comprovada uma eficácia de 5% a 10% na redução de peso em um prazo de 4 semanas de uso. Mas, paciente e médico devem assinar um termo de responsabilidade sobre os riscos do medicamento à saúde, que incluem: dor de cabeça, constipação, insônia, taquicardia, palpitações, vasodilatação, parestesia, lombalgia, náusea, sudorese, alterações do paladar e visuais e leve aumento da pressão sanguínea.

Tendo em vista os efeitos colaterais perigosos desses medicamentos, fica claro que a maneira mais segura e saudável de emagrecer continua sendo uma boa reeducação alimentar e exercícios físicos, acompanhados por profissionais qualificados.

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